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Pesquisa da Vigitel aponta sobrepeso no Brasil e nutricionista alerta para hábitos do dia a dia

O Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa da Vigitel 2024, no final de janeiro deste ano, onde 62,6% dos adultos estão acima do peso, com índices de obesidade chegando a 25,7%. Diante desse cenário, a FM 107 conversou com a nutricionista Rachel Lussac, que atende em Três Rios há mais de 10 anos, para analisar os fatores que contribuem para esses números e os impactos do estilo de vida na saúde das pessoas.

“Esse cenário reflete muito a correria do dia a dia. Cada vez mais os adultos têm optado por delivery, por ser algo rápido e que não demanda muito tempo. Isso confirma o que tenho visto no consultório: pessoas sempre com pressa, querendo tudo para ontem, inclusive resultados. ”, explicou a nutricionista.

Os dados mostram que esse quadro deixou de ser um problema isolado e passou a caminhar junto com o avanço das doenças crônicas no país. Atualmente, os percentuais estão bem superiores aos registrados no início da pesquisa, em 2006, e no mesmo período, condições como diabetes e hipertensão também cresceram de forma significativa, atingindo 12,9% e 29,7% dos adultos, respectivamente.

Para Rachel Lussac, esse cenário vai além da balança e envolve uma cadeia de comportamentos que se retroalimentam.

“O excesso de peso pode levar ao desânimo, preguiça, alteração do prazer e até à vergonha, o que faz com que muitas pessoas evitem a prática de exercícios. E por consequência, surge o pensamento de que, já que não estou me exercitando, não tem problema em comer um hambúrguer a qualquer hora, por exemplo. Desencadeando diversas patologias, como diabetes e hipertensão, que estão diretamente associadas à má alimentação, sono de baixa qualidade e hidratação inadequada. ”, argumentou.

Avanço das atividades físicas não são suficientes

Mesmo com o avanço na prática de atividades físicas no tempo livre, a pesquisa da Vigitel mostra que esse hábito ainda não tem sido suficiente para conter o crescimento do sobrepeso. O levantamento indica que a parcela de adultos que pratica ao menos 150 minutos semanais de exercícios cresceu em relação ao início da pesquisa, hoje estimada em 42,3%.

No entanto, segundo a nutricionista, um dos erros mais comuns é encarar o exercício como uma forma de “compensar” a alimentação. Ela finalizou explicando que muitas pessoas praticam atividade física apenas para poder comer mais, sem perceber que, em muitos casos, o tipo de exercício realizado não gera um déficit calórico efetivo.

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