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Depois de 10 anos, hospital de Paraíba do Sul volta com soro antiveneno

Após mais de dez anos, casos envolvendo animais peçonhentos voltam a ser tratados com soro antiveneno, no Hospital Nossa Senhora da Piedade (HNSP), em Paraíba do Sul (RJ). Dessa forma, a FM 107 conversou com a bióloga sul-paraibana Maria Eduarda Paiva, para entender melhor a importância desse tratamento para a saúde da população.

Segundo a especialista, o tempo de resposta é um fator decisivo para salvar vidas nesse tipo de ocorrência, como no caso de cobras, aranhas, escorpiões e entre outras espécies.

“A disponibilização do soro em Paraíba do Sul é fundamental porque garante um atendimento rápido e eficaz, sem que o paciente precise se deslocar para outro município. Isso é ainda mais importante porque a maioria dos acidentes acontece em áreas rurais, muitas delas afastadas do centro da cidade e, principalmente, de outros municípios. Ter o soro disponível localmente reduz o tempo de espera e diminui complicações. “, comentou.

Antes, vítimas de animais peçonhentos precisavam buscar atendimento fora do município, sendo encaminhadas para Vassouras ou Três Rios. Agora, a cidade passou a realizar esse tipo de atendimento novamente, a partir de uma iniciativa do governo municipal para viabilizar esse tipo de serviço no HNSP.

“Em caso de acidentes é muito importante manter a calma, lavar o local com água e sabão, erguer o membro picado e se dirigir imediatamente para o hospital de referência para acidentes com animais peçonhentos mais próximo. Não é necessário levar o animal e nem tirar foto, a identificação de qual animal picou a pessoa é feita através da avaliação dos sintomas que ela apresenta, já que cada grupo possui um tipo de veneno e manifestações específicas. ”, acrescentou a bióloga.

O que não se deve fazer nessas situações?

Maria Eduarda Paiva também indicou o que nunca deve ser feito nessas situações, como fazer torniquete, tentar sugar o veneno ou cortar o local.

“Também nunca se deve consumir álcool, passar pó de café, folhas ou passar/consumir qualquer outra receita caseira. Além de não ajudarem em nada, essas práticas atrasam o atendimento, aumentam o risco de infecção, necrose e podem agravar muito o quadro. O único tratamento correto e eficaz é feito com soro antiofídico. “, explicou.

Quais espécies de cobras que mais causam acidentes na região?

Por fim, a bióloga aponta quais são as espécies de cobras mais comuns na região.

“No Brasil existem quatro grupos que são considerados de importância médica, são aqueles que em caso de acidentes geram complicações: botrópico (jararacas, jararacuçus, urutus e caiçaras), crotálico (cascavel), laquético (surucucu) e elapídico (corais). Em Paraíba do Sul, a maioria dos acidentes e encontros envolve jararacas e cascavéis. “, finalizou.

Foto: Secom

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