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O Brasil passa a contar com um medicamento inédito para o Alzheimer, representando um avanço no tratamento. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Leqembi foi desenvolvido para retardar a progressão da doença em casos de comprometimento cognitivo leve e demência leve.
Mais de um milhão de brasileiros convivem com o Alzheimer, segundo dados do Ministério da Saúde, cenário que ajuda a dimensionar a extensão da doença no país. Esse impacto também se reflete nos índices de mortalidade. Dados de pesquisas realizadas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo Centro Médico da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, apontam que mais de 211 mil mortes por complicações do Mal de Alzheimer foram registradas entre 2000 e 2019, com maior concentração entre idosos acima de 80 anos.
Nesse contexto, a aprovação do Leqembi se apoiou em evidências científicas obtidas em estudos clínicos que avaliaram a segurança e a eficácia do medicamento. Ainda de acordo com a pesquisa, 1.795 pacientes com Alzheimer em estágio inicial e com presença de placas beta-amiloides no cérebro foram envolvidos. Analisaram-se a evolução dos sintomas ao longo de 18 meses, com base em uma escala clínica utilizada para mensurar a gravidade da doença.
O tratamento é administrado por infusão intravenosa e, com o registro concedido pela Anvisa, está autorizado para distribuição e uso no país.
Não é indicado
Apesar da aprovação, o medicamento não é indicado para todos os pacientes. O Leqembi não deve ser utilizado por pessoas com a mutação no gene APOE-e4, associada a maior risco de efeitos adversos. Em casos em que os exames de imagem indiquem alterações cerebrais específicas também não são recomendados, como hemorragias prévias ou sinais de angiopatia amiloide cerebral. O tratamento também é contraindicado para pacientes em uso contínuo de anticoagulantes.